CORRECTION / Nurse Mpho Matloane (R) prepares a syringe filled with the drug Lenacapavir which he prepares to administer to Kegoratile Aphane (L) at the Phedisong clinic in Ga-Rankuwa, north-west of Pretoria, on December 2, 2025. Lenacapavir, a drug taken twice a year that has been shown to reduce the risk of HIV transmission by more that 99.9% was administered as part of an implementation study by a Wits University research unit which is funded by the international health agency Unitaid. (Photo by Ihsaan Haffejee / AFP via Getty Images) / "The erroneous mention[s] appearing in the metadata of this photo by Ihsaan Haffejee has been modified in AFP systems in the following manner: [Aphane] instead of [Aphaneat]. Please immediately remove the erroneous mention[s] from all your online services and delete it (them) from your servers. If you have been authorized by AFP to distribute it (them) to third parties, please ensure that the same actions are carried out by them. Failure to promptly comply with these instructions will entail liability on your part for any continued or post notification usage. Therefore we thank you very much for all your attention and prompt action. We are sorry for the inconvenience this notification may cause and remain at your disposal for any further information you may require."

Um passo histórico promete transformar o combate global ao HIV em países de baixa e média renda. A agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) aprovou a primeira versão genérica do lenacapavir injetável, um medicamento profilático capaz de proteger contra a infecção pelo vírus com apenas duas aplicações ao ano (uma dose a cada seis meses).

Produzida pelo laboratório indiano Dr. Reddy’s Laboratories, a fórmula será disponibilizada por cerca de US$ 40 por pessoa ao ano — um contraste drástico em relação ao preço cobrado nos Estados Unidos, onde o tratamento anual com a versão de referência chega a aproximadamente US$ 28.000.

Do Comprimido Diário à Proteção Semestral

O lenacapavir foi originalmente desenvolvido pela farmacêutica Gilead Sciences sob a sigla LEN, aprovado para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) em pessoas não infectadas. Embora o uso de comprimidos diários de PrEP tenha sido um avanço importante na última década, a adesão rigorosa diária sempre representou um desafio significativo em diversas populações.

Outras alternativas de longa duração, como a injeção bimestral lançada em 2021, enfrentaram barreiras de custo e falta de versões genéricas. A chegada de uma opção aplicada apenas duas vezes por ano — e a um custo drasticamente reduzido — muda totalmente as perspectivas de saúde pública.

A Gilead concedeu licença para seis fabricantes de genéricos comercializarem o medicamento em 120 países de rendas média e baixa, sendo a Dr. Reddy’s a primeira a obter a chancela regulatória do FDA, o que costuma acelerar a liberação do produto por agências de vigilância sanitária em vários outros países.

Impacto nas Populações Mais Vulneráveis

Especialistas e organizações internacionais de saúde comemoram o marco:

  • Foco em jovens mulheres: Entidades como a Unitaid destacam que a inovação beneficiará diretamente adolescentes e jovens mulheres na África Subsaariana, grupo demográfico que apresenta algumas das taxas mais alarmantes de novas infecções e que encontrava dificuldades de adesão à rotina de comprimidos orais.

  • Custo comparável ao tratamento oral: Na África do Sul, país com cerca de 8 milhões de pessoas vivendo com HIV (quase 20% do total global), o valor de US$ 40 anuais equipara o custo da injeção ao que o governo já gasta por paciente na PrEP oral convencional.

Metas Globais e Próximos Passos

A Clinton Health Access Initiative (CHAI), que atuou diretamente na negociação de preços com a fabricante, estima que a meta é levar a PrEP injetável a cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo até 2030, sendo 9 milhões no continente africano.

A expectativa de especialistas do setor é que, à medida que outros laboratórios licenciados entrem no mercado e a produção ganhe escala, o custo por paciente possa cair ainda mais, permitindo que governos incluam a injeção semestral em seus programas públicos de saúde preventiva.

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