Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS): Conhecer para prevenir!

Por RAQUEL LUIZA,

 


 

Entenda tudo sobre AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV).

O HIV é um vírus que contém RNA e um grupo de enzimas (transcriptase reversa e integrase) que permitem a formação de DNA a partir do RNA viral no citoplasma da célula infectada. Esse DNA é incorporado ao material genético nuclear da célula.
O vírus infecta principalmente linfócitos T auxiliares ou colaboradores (linfócitos T-CD4) e células fagocitárias (monócitos, macrófagos e seus derivados). A célula infectada acaba sendo destruída, liberando novas partículas virais na circulação,
Os linfócitos T colaboradores são responsáveis ​​por ativar e coordenar outras células da resposta imune, como linfócitos B e linfócitos T citotóxicos, de modo que sua destruição causa sérias alterações do sistema imunológico.
Dois vírus produtores de AIDS são reconhecidos, HIV-1 e HIV-2. O HIV-1 é o mais frequente e subdivide-se em mundo ocidental e grupo O, observado na África.
A infecção é transmitida por contato sexual, pelo sangue (incluindo a troca de seringas entre usuários de

 

 

Sintomas

Síndrome da imunodeficiência adquirida – Wikipédia, a enciclopédia livre

Existem diferentes fases:

Infecção primária clínica, que se manifesta entre três e seis semanas após a infecção e que coincide com uma carga viral elevada (partículas virais no sangue) e uma diminuição do número de linfócitos CD4. Nesta fase podem ocorrer manifestações inespecíficas como febre, cefaleia, faringite, fraqueza, dores musculares e articulares e linfadenopatia, com tendência a remissão espontânea.

Posteriormente, há recuperação parcial do número de linfócitos CD4 juntamente com diminuição da carga viral e o paciente entra em fase assintomática, de duração variável (ou média de 10 anos). Linfadenopatia generalizada persistente é definida como a presença de adenopatias superior a 1 cm por mais de três meses, sem outro motivo que os justifique. Expressa a tentativa do sistema imunológico de manter o vírus dentro dos linfonodos.

-Uma vez na fase avançada, a diminuição dos linfócitos CD4 e o aumento da carga viral ocorrem rapidamente. Nessa fase, ocorrem as chamadas infecções oportunistas (infecções causadas por microrganismos que não causam doenças em pessoas com sistema imunológico normal) e neoplasias.

Infecções oportunistas típicas incluem infecções fúngicas, como candidíase (infecção da mucosa oral, vaginal, faríngea) ou infecção por Cryptococcus neoformans (meningite); parasitas, como Toxoplasma gondii (abscesso cerebral), ou por parasitas ou bactérias intestinais, como Salmonella, Shigella, Campylobacter (diarreia prolongada), Mycobacterium tuberculosis (tuberculose pulmonar ou disseminada); vírus, como citomegalovírus (meningite, retinite), herpes simples, varicela-zoster e vírus Epstein-Barr.
A infecção pelo HIV também está associada a certas neoplasias, como linfomas, tumores sólidos do colo do útero ou ânus e sarcoma de Kaposi (lesões devido à proliferação vascular na pele ou órgãos internos).

Sintomas da AIDS

O HIV pode produzir sintomas diretamente no sistema nervoso central, como convulsões e uma condição de demência chamada encefalopatia do HIV.

 

 

Diagnóstico

É realizado pela detecção de anticorpos contra o HIV. A técnica ELISA detecta anticorpos contra antígenos virais. Essa técnica é realizada como teste inicial, pois às vezes pode ser positiva na presença de anticorpos contra outros agentes infecciosos (falsos positivos), devendo sempre ser confirmada por um teste mais específico, o Western-Blot, que detecta HIV específico anticorpos. .
Há um período até a quarta ou oitava semana de infecção, chamado período de janela, em que o indivíduo infectado ainda não gerou anticorpos contra o HIV, e em que esses testes são negativos.
Nesses casos, como na infecção do recém-nascido, são úteis os testes que detectam antígenos virais, técnicas de PCR (reação em cadeia da polimerase), que detectam sequências de DNA viral presentes nas células mononucleares do paciente, e a técnica de carga viral que detecta o RNA viral No Sangue.

 

 

Tratamento

Para o tratamento específico da infecção pelo HIV, são utilizados medicamentos chamados antirretrovirais.

Atualmente, existem três grupos de medicamentos antirretrovirais, que atuam interferindo na formação do DNA viral ou inativando suas enzimas ou impedindo sua multiplicação: inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa (NRTIs), inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (NNRTI) e inibidores de proteases. PI).
O tratamento é indicado quando o diagnóstico é feito durante a fase de infecção primária, em casos de exposição acidental de profissionais de saúde, em pacientes com infecção sintomática, quando a contagem de linfócitos T CD4 for inferior a 500/ml ou a carga viral for superior a 5.000 – 10.000/ml.
O tratamento inicial consiste na associação de três medicamentos antirretrovirais. O objetivo é tornar a carga viral indetectável medindo os níveis de RNA viral no sangue.
As medidas gerais incluem vacinação pneumocócica e profilaxia contra tuberculose e outras infecções oportunistas.

drogas intravenosas), por transfusão de sangue ou derivados contaminados e da mãe para o filho durante a gravidez (através da placenta), no parto ou através do leite materno.

 

 

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